Quando eu era pequena e queria muito uma boneca, eu insistia horrores até ter. Acho que pelo fato de ter sido filha única até meus 7 anos e muito mimada, eu sempre tinha tudo que queria, sem precisar dividir, nem perder pra ninguém. Eu chorava se não pudesse ter, e era simples, meus pais iam lá, compravam, e ficava tudo bem. Queria que as coisas hoje em dia fossem simples assim. Que eu tivesse sentindo algo, pudesse comprar, e já de imediato iria passar. Ou que meus pais resolvessem tudo como sempre fizeram. Mas não, não é assim. No mundo dos adultos tudo é diferente. Eu sinto muita falta de quando as coisas eram mais fáceis, mas não são, são difíceis mesmo. O que mais queremos não depente totalmente de nós, mas de que muitas coisas aconteçam para que a gente possa ter. Só assim, batalhando, e correndo atraz todo dia, quando chegar é que vamos dá o verdadeiro valor, eu acredito. Porque na época da boneca, eu brincava só dois dias, e depois não tava nem aí mais. Não dava o devido valor que a boneca merecia. Hoje me arrependo de algumas oportunidades que me aparecem que não sei valorizar o quanto merecem. Eu procuro muito algo, luto e passo por cima de todas as barreiras pra ter, e quando tenho, não sou de dá muita importancia. Posso até dá, porém não ajo como se me importasse. Ajo como uma desinteressada, em tudo que faz. Sou sincera, seria hipócrita em dizer que me preocupo com o que devo realmente me preocupar. Eu tenho a faca e o queijo mão. Mas preciso de uma dose de paciência pra acompanhar esse prato principal. Sem ela não dá pra comer nem desfrutar do queijo. As pessoas não entendem, nem eu mesma entendo. Talvez todas as coisas que me apareceram até hoje foram dignas da minha desistência, mas talvez não. Nunca se sabe, né? Algumas desistencias são atos de coragem. É melhor achar que foram atos de coragem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário