quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Álcool e rivotril

Talvez a resolução de todos os meus problemas consiste em esperar o tempo passar. Deixar o vento bater. Ver o mar, o sol e saber que para  que  a minha felicidade chegue eu tenho que esperar  ainda muitos espetáculos do nascer e se pôr.  Talvez meu problema esteja em querer subir 4 degraus em vez de um por um, até chegar onde quero. Não é nada fácil você saber o que tem que fazer, pior ainda, o que deve fazer e não colocar em prática. Dói mais ainda ver o tempo passar, muitas pessoas se afastarem, as coisas mudar menos você. Sinto necessidade do novo. Sei que muitas mudanças ocorrem dentro de mim todos os dias, mas não são vistas agora. Talvez futuramente seus frutos apareçam. No entanto, agora só aparecem podres. E quando aparecem bons, depois apodrecem.
Tenho mergulhado em muitas ilusões químicas ultimamente. Ilusões físicas não, nunquinha. Nem seria capaz depois de tantas decepções, voltar a acreditar nas pessoas e no amor assim tão fácil. Pra mim todo mundo tá mentindo. Posso parecer radical e blá blá blá. Mas o meu lado lunática tá ficando cada vez mais distante. Meu lado boazinha e que acredita no amor também. Mas enfim, voltando ao meu lado ‘ iludida quimicamente ‘, o rivotril tem me ajudado bastante nos ultimos dias. Não durmo muito bem e minha ansiedade está em alta, e pra isso ele ajuda muito. Me dá um sono bom, e regula minha ansiedade. O álcool, não uso muito, pois quando bebo não tenho controle, começo a pensar demais e beber mais.. Pensar de novo, e beber mais.. Enfim, não me faz bem. Tentei seguir a risca a ideia do “ preciso de férias, um porre e um novo amor.” Eu vivo de férias, já tomei porre, e tentei viver um novo amor. E falo que não funciona. Caio Fernando Abreu quando escreveu também deveria está testando. As férias são boas, o porre só é bom na hora, depois passa.. E o novo amor, pra mim atualmente não existe, então estão descartadas as formas de viver na ilusão.
Tem gente que só vive disso. Embebedando todo dia pra no outro embebedar de novo e assim ir superando as dificuldades da vida. Mas esse não é meu lema, pois não quero virar uma alcoolatra nem uma dependente de rivotril pra dormir. Ele me serve quando tô agitada demais e quando quero dormir, apagar, fugir do mundo. Já fiz muita bestaira com remédios pra dormir, mas hoje não faço mais. Digo que nem é por mim, mas pelos meus pais. Mostro felicidade, vontade de viver, estando bem por eles.  Com meu desequilíbrio que já me afeta de forma horrenda, procuro não afetar as pessoas que amo. Já afetei demais, sem querer, eu juro, mas tento todos os dias não envolvé-los mais em nada. Uma hora temos que crescer, minha hora já passou há muito tempo. Pais não podem resolver nossos problemas. Não podem ligar para as mães de quem nos fez sofrer e pedir pra que ela desse uma boa lição. Se bem que seria bom demais. Um simples telefonema, resolveria a vida de todo mundo.
Ih.. Lá vem eu com minha terrível mania de querer sonhar com utopias e coisas infantis. É melhor parar por aqui. 

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